quarta-feira, 18 de agosto de 2010
.do começo.
Berinjela Filmes!
Entrevias é como foi chamado por nós, o projeto enviado e contemplado pelo programa VAI deste ano. E foi assim, entre as vias, que realizamos o que podemos chamar de 1ª fase do projeto, realizada com a BRAVA Cia. Não temos exatamente o número de grupos que iremos ‘investigar’, por isso essa foi a fase 1 de sabe-se lá quantas…
E nada melhor que iniciar o trabalho com uma Cia tão interessante e intensa como a BRAVA. Nossa primeira captação ocorreu numa sexta-feira, no Largo São Bento, no centro da cidade, onde os atores-trabalhadores se misturavam aos trabalhadores-personagens. Na movimentação que foi do viaduto Santa Ifigênia ao Largo, bem em frente à igreja, pessoas diversas acompanharam o lento caminhar, algumas filmavam, curiavam e outras apenas passavam os olhos como nas “normalidades”. E assim, entre pessoas, risos e revoltas iniciamos as captações para nosso futuro documentário.
O segundo dia de captação foi em lugar diferente do centro, no Jardim Ibirapuera, zona sul de São Paulo. O espetáculo foi realizado em um campinho de futebol de várzea. As vozes se misturavam a muita poeira, muitas crianças dispersas e alguns adultos atentos.
Novamente Largo São Bento, focamos nossas lentes nas pessoas, na tentativa de captar reações provocadas pelo espetáculo ou pelo que o espetáculo provocava…
Alguns dos pontos mais interessantes, entre tantos, foi acompanhar a realização das missões (atividade desenvolvida pela Brava Cia antes do espetáculo). Ninguém sabia ao certo o que estava acontecendo ou como terminaria… o tipo de coisa que provoca, independente de classificações de certo ou errado, se legal ou não, provoca…
E é isso! Em meio aos trancos, barrancos, frustrações, angustias e provocações ocorridas do processo um tanto incerto, deu certo. Pelo menos por enquanto. Ainda iremos realizar algumas entrevistas com o pessoal da BRAVA, mas já estamos partindo para 2ª fase. Vamos nessa!
Ah, o espetáculo d’A BRAVA que acompanhamos se chama ESTE LADO PARA CIMA – ISTO NÃO É UM ESPETÁCULO.
quarta-feira, 4 de agosto de 2010
.em que época mesmo?.
Entre os vários ônibus em que entro, diariamente, sempre tem diferenças internas, as cores dos bancos, a disposição, os degraus.. mas hoje foi demais.. entrei em um ônibus que por fora estava tudo normal, mas dentro tudo muito velho, muito sujo.. bancos de plástico cinzas com duas almofadinhas presas.. e para dar o sinal cordinhas azuis.. as pessoas que entravam, assim como eu, olhavam estranho e até chegavam a comentar o quanto aquele ônibus estava velho e desconfortável.. por alguns momentos fiquei confusa e me perguntando o que teria levado a prefeitura a deixar circular novamente um ônibus tão antigo, que a tempos deveria estar aposentado.. na cidade de São Paulo tem dessas surpresas que nós, usuários do serviço, dificilmente teremos alguma explicação..
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