Aceito mesmo sabendo que
egoísta pode ser minha decisão por não poder em troca dar-te o equivalente.
Mas aceito.
Pois mais egoísta seria não o deixar decidir. Se escolheu
amar depois da confissão de que o "eu te amo" seria retribuído com um
"gosto muito de você", que seja assim. Acho que vale o "gosto de
você" quando é acompanhado do "muito".
E aceito quando chega o "não querer sofrer".. Mesmo
que para isso a distância, meu sofrimento também, seja a saída provável..
Aceito a saudade que se instala e que escorre pelos olhos quando toca o
coração. Aceito como quiser, por retribuição de tudo que significa em mim, por ter aceitado o meu silêncio,
minha vontade de não expor abertamente o que vínhamos dividindo.
Aceito
sem entender.
Como
uma história de um ano pode ter tantos nuances, tantos sentimentos contrários e
tanta força? O que foi antipatia ser agora amor, assim tão de repente.. Isso
deixa uma confusão no peito e algum medo na gente.. As vivências passadas
talvez sejam um pouco responsáveis pelo não querer se entregar agora. Talvez..
Uma pena.
A
dúvida, aceito também. Essa que é parte de mim desde sempre.
Aceito
seguir assim, como aconteceu. Dar espaço à vida e ao coração. Respirar livre,
ir em frente. Fazer do recomeço uma possibilidade sempre presente, sei que isso
saberemos bem.
Por fim: aceito o amor em todas suas formas.
Por fim: aceito o amor em todas suas formas.
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"Qualquer maneira de amor vale a pena
Qualquer maneira de amor vale amar"
(Milton Nascimento)
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