quinta-feira, 6 de novembro de 2014

.amor jovem.

Uma brincadeira com o colega do trabalho, um cabelo pintado e a vontade de saber mais..

Conhecíamos quase nada um do outro, e o primeiro convite para sair e ver um show de stand up comedy já mostrava diferenças. Mas a fase era boa para aventuras amorosas e minha disposição para isso permitia deixar de lado o lado "crica".

A noite surpreendeu.

Muitas risadas e uma química que a tempos não sentia. Deu frio na barriga. Seríamos Eduardo e Mônica em mais uma história do "..e mesmo com tudo diferente veio mesmo, de repente, uma vontade de se ver.."?

E foram alguns meses.. de dúvidas e inseguranças. As diferenças (aquelas..) não paravam de vir à tona, a cada novo encontro.

Mas o que dizer da vontade louca de estar junto, e do medo de não estar, e da vontade de que, no pretérito imperfeito, estivesse?

As vezes é difícil mesmo racionalizar os sentimentos.. mesmo pra pessoas como eu, que buscam respostas pra tudo, o tempo todo.

A verdade é que a juventude dele me fez repensar a minha. As brincadeiras constantes me convidam a ter mais leveza. E entre esportes, marketing e shows de magia vou conhecendo novos mundos.

Aquela vontade louca de estar junto continua louca. Acho que o amor não sabe reconhecer distinções. E depois de seis meses "..quem irá dizer que existe razão nas coisas feitas pelo coração? E quem irá dizer que não existe razão?".

Sobre as diferenças, penso que elas nos ensinam a sermos mais tolerantes e a amar mais, a cada dia.





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