sexta-feira, 3 de abril de 2015

.os 27.

Eu adolescente, quando chegasse aos 27 anos já teria feito muitas coisas.

Quando tinha 15, aos 27 muitos países fariam parte da minha lista de lugares visitados, eu teria uma boa casa - quitada - e um carro popular - novo.

Casada não estaria mesmo, mas viveria cercada de amigos, todos os dias - presencialmente. Não tinha essa história de conversar pelo Facebook ou Whats app usando constantemente a palavra "saudade".

Aos 27 eu seria alguém bem sucedida na minha profissão, do tipo de pessoa que qualquer empresa quer contratar, e teria, principalmente, criado e seguido com projetos importantes no terceiro setor.

E na minha lista de filmes montados estariam um ou dois longas bacanudos.

Eu teria, aos 27, mudado o mundo. Mesmo que em pequenos aspectos da vida cotidiana...

...

O 11 de outubro de 2014 chegou, e os 27 também, assim, como sempre eles chegam, sem pedir licença, sem pedir desculpas por vir tão depressa - e os sonhos dos 15... nem todos.

Eu com 15 sabia das dificuldades de crescer. Mas 12 anos são muitos anos, não?

Agora com 27 parece que muito tempo passou para minha lista pequena de realizações.

Tudo corre o tempo todo, e fica difícil parar pra respirar e organizar as ideias - e concretiza-las.

Não acho que eu com 15 vendo quem sou com 27 estaria decepcionada. A estrada foi bonita até aqui e as conquistas foram suficientes para os obstáculos. Mas a adolescente dos 15, ansiosa como só ela, "pilha" até hoje.

Ela é reclamona, e toda vez que pensa nos desejos acha que eu poderia ter feito mais. Ela pilha, pula, corre e me faz sentir, sempre que a vejo, a pessoa mais velha desse mundo!

Calma moleca, a vida é curta, eu sei, mas falta muito pros 70.