domingo, 10 de julho de 2016

.des.encontro.

Nos devaneios da madrugada me pego pensando em você, em nós e no tempo. 

O tempo medido em horas e também dividido em momentos, fases da vida. 

Talvez agora a gente tenha na prática o que no universo simbólico vivenciamos quando o tempo era o nosso. 

As diferenças que nos uniu, e por vezes separaram, também tiveram no tempo o seu potencializador, aquele que não pode ser medido precisamente. E a maturidade e consciência que com a distância e "o tempo" somos capazes de desenvolver são, de certa maneira, construídas por eles.

E haja paciência para o tempo.

Haja respiração para controlar a ansiedade que consome quando buscamos respostas que não somos capazes de formular. Haja coragem pra conviver com a incerteza.

O tempo não é mais nosso.

Não agora.

Enquanto um dorme o outro levanta, vive parte do dia. É o desencontro em sua forma mais palpável.

E pensar que atravessar um oceano já não significa dificuldade e que as horas nos relógios poderiam passar a serem as mesmas, desperta angustia, porque sei que o tempo, esse que desejo que voe, não deixa, não passa. 

Então aguardo. 

Respiro. 

E desejo que os des.encontros possam transformar no tangível, de forma numérica mesmo, que possam ser muito mais de dez.encontros por esse mundo afora.

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